domingo, 28 de junho de 2015

ABISMO

Fui ao cume mais alto, ultrapassei barreiras, segui em direção ao infinito.
 Por um breve momento me senti indestrutível, como num jogo que não tem regras e somente eu era vencedora.
Os dias mais calmos, as verdades mais serenas, os sorrisos quase um vício, não dava mais pra esconder.
Os olhos não se continham em dizer tudo o que ia dentro do coração, cada momento uma vida inteira projetada;
As mãos sem disfarçar escreviam as mais lindas frases já ditas e cada palavra tinha um significado de uma dimensão  e no meu respirar podia quase ser tocado esse amor;
Eu te dei o melhor de  mim, o suprassumo da minha existência  e você esmagou com uma única mão, transformou em pó o amor mais profundo que alguém já sentiu.
E no quinto dia eu chorei, não era para ser assim...afinal, somente no sétimo dia era o descanso.
 Ainda havia tanto a se fazer, tanto a se dizer e infinitamente mais pra sentir.
E do pico elevado a queda chegou, a dor foi dilacerando um coração de cristal que era forte no amor, porém irracional.
Os planos se perderam, como na música ; e a linha do horizonte não serve pra me distrair, pois fui reprogramada e qualquer tipo de pensamento não existe, ainda que automático.
Necessidade básica é viver...respirar, comer, dormir...o resto é consequência, incoerência , sem inocência, pois essa foi decapitada e seu seu sangue deixou marcas indeléveis.
Na primeira oportunidade você mirou e a sangue frio...abateu, sem dó nem piedade...assim.
E agora vamos celebrar a insensatez desspensamento que se chama AMOR!
E no fim das contas tudo voltou a seu normal, um imenso vazio...a diferença é que agora o ABISMO não tem fim.

ESCOLHA

Dizer sim ou apenas não
Ao desejo do coração
Ele que nada sabe,
Mas tudo sente...é só emoção.
Percorre caminhos,
muitas vezes perigosos
Sem o menor medo,
De de pulsar e respirar
Não entende que o precipício
Está a esperar
Que o sofrimento inimigo
Está a espreitar
Inocente coração
Quer somente amar,
mas o amor é incoerência
Despido de inocência
Nos enlouquece,
Nos tortura,
Nos faz delirar
Dizendo ser a verdade mais pura
Que a razão não sabe pensar,
Pois se assim o fizesse,
Entenderia que não se vive
Sem o amor que nos faz sonhar!



NOITE VAZIA

A noite vaga,
Cavalga,,,
Corre em todas as direções
Tentando ir além de suas decepções!
Mas o que busca?
Onde se encontra, perdendo-se de si?
Toma conta de cada parte
De um dia que era frio
E substituiu a verdade
Em toda a insanidade
De um momento que partiu
Mas quem era , o queria?
Perdida em nostalgia
Passou tão depressa
Como um "flash", mas sem  luz
E agora anda errante
Em sem próprio instante,
Num intervalo
De horas incontáveis,
De espera intermináveis,
Somente a isso  a noite se reduz...