Saíram de fininho, nem deixaram rastros, talvez tenham pulado de uma ponte... vai saber. Elas estavam bem aqui, assombrando ou enfeitando os meus pensamentos, me deixavam inquieta, nem sabia qual sairia primeiro, agora só ficou um vácuo.
Por que me abandonaram? Será que foi no breve espaço de tempo em que eu me dediquei a mirar aquele olhar novamente? Pois ele sim, mais do que as palavras insiste em me confundir, quer sempre me dominar, me aprisionar , e elas o ajudam quando ele as diz e também quando ficam girando no meu pensamento dizendo pra eu gritar pro mundo que ... é ele, simples assim.
Elas percebem a presença dele, então vão pulando de mim para o papel ou para o virtual, vão brotando, crescendo , tomando conta e quando percebo abri novamente a "janela dos batimentos cardíacos" , pois já nem ouso de pronunciar coração (ele está com medo), mas quem disse que elas se importam...
Fazem toda a confusão, elogiam, pedem, riem, agradam, mas sempre se fazem entender, então quando menos se espera elas tomam poder de fogo e saem metralhando, e o olhar fica atordoado, meio confuso com a chuva ácida, parece que elas se esqueceram quem representam e porque estão ali. Se fosse que não houvesse outra possibilidade elas até poderiam ser perdoadas, esquecidas jamais! Então o olhar, como é um ser pensante, trata de desarmá-las e desarma a mim também, mais que depressa tento fugir, mas já é tarde, elas estão com ele novamente e nesse jogo que as usa melhor sempre acaba vencendo.
Afinal, elas estão aqui novamente... e são mais do que palavras.